Retratos de Viagem!
| COLUNISTAS - DE FRANCO |
Na longa viagem de avião para a Itália, me perdi em pensamentos e lembrei de um fato hilário em Blumenau. Enquanto todos se fartavam com a maravilhosa “costeletada” e a “furiosa” bandinha alemã atacava com a primeira música típica germânica, o impagável pessoal do América do Rio, estraçalhava, entre gargalhadas, meio-boi. Terminando a música e, ao começar a segunda (também típica alemã), virou um deles e com aquela verve carioca, solta a bomba:
-“ De novo, mermão??!”
Rindo em silêncio, escuto ao meu lado (o Toninho e a Lô conseguiram poltronas especiais devido ao tamanho do “bambino” e eu estava sozinho) um rapaz italiano dizer baixinho para uma garota ao lado:
-“ Tu sei Italiana?”
-“ Não, sou brasileira.”
-“ Ahh, que bello, stai sola?”
-“ Aqui sim, mas estou indo para a Itália ver o meu namorado brasileiro.”
-“ Ahh bene.”
-“ Eu namoro firme!”
-“ Que sei firme?”
-“ Namoro há muito tempo.”
-“ Ahh bene, que bello.”
Convém aqui descrever os tipos. Ele, um peso Galo (mas que devia treinar mais que o Rocky Balboa) e ela, mais encorpada, um peso Meio-Médio Ligeiro, caminhando para Meio-Médio, o que o pessoal da minha idade chamava de “Jeitosinha”.
Pá, pá, pá, pá, pá, pá, e sete horas após, eis que eles estão em pleno beijo cinematográfico.
Pensei comigo, é, Itália 1 X 0 Brasil.
Como em jogos internacionais é preciso manter o “fair play”, ao final da viagem, na saída, sussurrei no ouvido do galinho:
-“ Meus cumprimentos, mandato molto bene !!”
No que ele deu um risinho igual ao que o Dunga deve ter dado ao Baggio na final da Copa de 94 e cada um foi para o seu lado.
A única explicação que eu encontrei é que ela devia ter “queixo-de-vidro”.









