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TECNOLOGIA NO ESPORTE

COLUNISTAS - CLAUDIO MELLO

Olá amigos da bolinha de feltro! Estive revendo algumas de minhas colunas e constatei que pouca coisa mudou em relação às histórias e questionamentos nelas relatadas.

Por exemplo, faz dois anos mais ou menos que comentei sobre a bolinha de EVA e continuamos sem ela. Muito embora nosso Gepeto Lima tenha nos brindado com bolas de boa qualidade ultimamente.
Também toquei no problema das goleiras, traves, redes e afins. Até hoje não inventamos um conjunto que realmente seja eficiente. A maioria não retém a bola e deixa dúvidas. Comprei uma trave, não lembro bem, mas acho que é do Reynaldo, que tem uma redinha solta por dentro e no fundo é um pouco enrolada. É a melhor até agora. Realmente segura a bola na rede, evitando assim, alguns dissabores. Por que não fabricar uma trave onde as redes ficam soltas, com mais caída e que realmente amorteçam os chutes e detenham a bola em seu interior?
No tocante as mesas, as que foram utilizadas no Brasileiro Individual, no Rio de Janeiro, mostraram alguma preocupação do fabricante com o consumidor final. A grande maioria é de lascar.
Está na hora de alguém se tocar e estudar as diversas variações de temperatura, umidade e outras diversidades que acontecem neste enorme Brasil varonil. Sei que isso é doido, mas sei lá!
Achei que a super mesa, com aquele material sintético, seria a solução. Eu pessoalmente gostei dela. É uma pena que não vingou.
Adorei quando vi aquelas mesas com esquadria de ferro, achei um grande avanço. Hoje meto o pau nesta porcaria que deforma as mesas. Claro que o inventor não testou aquilo e hoje estão espalhadas por diversos clubes, deformando suas mesas e dando prejuízo aos usuários.
Aos fabricantes digo: Não adianta fazer mesas e mandar ver nas vendas. É preciso ser atleta da modalidade pra saber quais são as necessidades. E quem sabe um manual de manutenção, limpeza e demais cuidados a bordo das mesmas, pois as informações que conseguimos são de boca em boca.
Aqui faço uma sugestão e repito o que já escrevi outras vezes: Caros fabricantes façam como o Grupo Gestor da CBFM: Reuniões por e-mail, onde poderiam ser consultados os melhores das modalidades, os grandes campeões da bolinha. Essas feras só são lembradas quando levantam mais um título, mas ninguém entra em contato com eles para solicitar sua prestimosa opinião em relação ao material do esporte.
Seria massa jogar com material que levasse o nome de nossos grandes campeões.
Em todo esporte tem esse marketing.
No Brasileiro do Rio de Janeiro os cavaletes tinham uma plataforma onde podíamos colocar nosso material. Maravilha! Você vai para o gramado de madeira, abre a sua pasta, tira o seu time, palheta, goleiro, flanela, faz o trabalho de aquecimento e coloca o não utilizável na plataforma disponível nos cavaletes. Idéia simples e muito útil. Soube pelos irmãos cariocas que eram do pessoal do Disco ou 1 Toque. Parabéns!
Tem jogadores, e eu me coloco entre eles, que gostam de anotar os jogos, gols e outros bichos e não existe um dispositivo próprio para a tarefa. Sugiro que seja colocada sob a mesa uma espécie de saliência, onde o jogador puxaria a “gaveta” quando necessário para anotar os dados.
A maior novidade, pelo menos pra mim, são os times vitrine. São de excelente qualidade e ótimos pra jogar.
Bem, desde os botões de roupa, tampinhas de relógios e casca de coco, já evoluímos muito em relação aos times, goleiros, palhetas e bolas.
Mas ainda falta muita tecnologia no tocante ao material periférico.
Afinal de contas não estamos mais para brinqueira.
Um beijo no coração e fiquem com DEUS!


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