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OPINIÃO!

COLUNISTAS - CLAUDIO MELLO

LOGO DA FCFMAntes de 2005 em Santa Catarina, o futebol de botão barriga verde era defendido brilhantemente por Joinville e pouco depois também por Blumenau.

Marco Aurélio, Nicolazzi, Schumacher, Ferreirinha e Marcel Maia do Cruzeiro carregaram o estado por muitos anos e fizeram bonito, principalmente o primeiro, que foi campeão Brasileiro Máster em 2000.

Esse é o maior título que o estado tem em nível brasileiro, pois ninguém mais, em nenhuma categoria conseguiu chegar lá.

Fizemos bons campeonatos nacionais, mas ganhar que é bom, nada.

São Bento, onde o esporte começou a ser jogado nesta nova formatação apenas em 2001, mais ainda com botões da Estrela, foi manter contato com Blumenau, na pessoa do Castelli, em 2004, e somente um ano depois passamos a utilizar os atuais botões.

Em 2005 fomos ao Brasileiro, realizado em Curitiba, e tivemos um botonista chegando ao vice na série Prata.

Em 2006, na cidade de Socorro, mais uma boa colocação com o mesmo botonista chegando entre os dez melhores do Brasil.

Eventualmente colocamos um atleta entre os quinze melhores do Brasil, tanto na Máster como na Adulta, mas seguramente temos condições de fazer muito mais.

São Bento chegou a ter em suas fileiras vinte e oito inscritos e agitou o cenário catarinense com campeonatos bem divulgados na mídia escrita.

Com o crescimento do esporte no planalto apareceram botonistas em vários cantos do estado. Caçador, Gaspar e recentemente Joaçaba estão aí pra provar.

Itajaí, que hoje é o maior centro do esporte apresentou bons valores individuais e duas boas equipes.

Com a ascensão de novos sítios esportivos, veio também a queda dos antigos, como Joinville, Blumenau e São Bento, justamente os que começaram e tinham grandes estrelas da bolinha.

Somos um estado diferenciado no tocante aos lugares onde se pratica o esporte: Caçador e Joaçaba cuja localização é no oeste, há quatro ou cinco horas de viagem; Florianópolis e Itajaí no litoral; Blumenau e Gaspar no vale do Itajaí e São Bento do Sul no planalto.

Mais próximos estão Itajaí, Gaspar e Blumenau. O restante terá que viajar pelo menos 100 km para trocar experiências.

Muito bem! Aonde quero chegar? O nosso esporte teve um declínio técnico nos últimos três anos.

Já não enviamos a nossa força maior para campeonatos nacionais há pelos menos dois anos.

Muitos são os problemas detectados, mas o maior deles é financeiro. O trabalho e a falta de incentivo também detonam os ânimos.

Se falarmos em equipes de futebol de botão, Santa Catarina está bem, mas a maioria dos clubes não.

Marcílio Dias e Almirante Barroso ambos de Itajaí buscaram e conseguiram apoio tanto de logística como financeiro. Investiram em material, propaganda e principalmente em contratações. De quebra aumentaram o número de associados.

A localização ajuda, mas não é só isso. Eles contam com pessoas empreendedoras, sempre buscando fazer o esporte crescer.

Oswaldo e Marcelo Heusi são grandes dirigentes e alimentados pela rivalidade saudável, seguem fazendo sucesso.

Vamos aos demais clubes: Caçador tem muita técnica e atletas excelentes, mas parou, por vários motivos, o seu crescimento. São Bento continua sendo uma das maiores forças, mas está sem timoneiro e com poucos botonistas. O Tupi de Gaspar também tem seus percalços e vai caminhando conforme a maré.

O Adrecha de Joaçaba sofre do mesmo mal que outros clubes de cidades pequenas, a falta de botonistas, patrocínio e investimentos, mas é uma equipe que merece respeito, pois tem bons trabalhadores.

Os casos mais graves estão em Blumenau e Joinville, lugares onde houve abandono de atletas, que migraram para outras bandas e também falta aquele cara que puxa o trem.

Com a vinda do São Luiz de Florianópolis temos hoje no estado nove equipes, mas talvez Joinville e Blumenau fiquem de fora do Catarinense de Clubes por falta de botonistas.

Fenômeno que pode ocorrer com Joaçaba e Caçador que contam, mal e “porcamente”, com quatro indivíduos no elenco.

Bem! Vamos a mais algumas conjecturas e constatações. Porque em alguns lugares caiu o nível técnico de nossos melhores jogadores?

Vejamos! Em Joinville o grande campeão Nicolazzi debandou pros lados paranaenses. Eles já haviam perdido um dos arquitetos do clube a fera Marcelo Carioca que tinha como característica aglutinar a turma. Marcel e Ferreirinha também tomaram novos rumos. Restaram Schumacher e Marco Aurélio que não treinam mais com assiduidade.

Em Blumenau ocorreu uma debandada geral. O capitão Castelli convive com problemas particulares e praticamente abandonou o esporte, mas antes disso ele, Rubens e Edson se transferiram para o Marcílio Dias de Itajaí e Mello foi para o Barroso. Pouco antes desses episódios Cleber e Cesinha fundaram no Tupi de Gaspar o setor de futmesa. Só restou Paulo Coxa que, aliás, tem tentando com unhas e dentes manter vivo o GEO.

O que faz nosso jogo melhorar em termos técnicos, táticos e demais periféricos?

Entre outras coisas treinar muito todos os fundamentos, bom preparo físico e principalmente psicológico, mas muito importante e de grande valia é interagir com grandes jogadores e deles extrair bons e novos ensinamentos.

Quer aprender e melhorar? Observe e conviva com os melhores!

Bem me lembro de que quando freqüentávamos o maior pólo do futebol de botão do mundo em Curitiba, nosso futmesa cresceu muito e conseguimos grandes proezas.

Seria muito legal poder treinar, pelo menos uma vez por semana, ou a cada quinze dias, com feras como Schina, Ferreirinha, Cauê, Marco Aurélio, Ivo e tantos outros.

Infelizmente pela nossa geografia e financeiramente isso não é possível.

Claro que treinar depende também da vontade, pois em alguns lugares, como São Bento, por exemplo, só treinamos uma vez por semana.

Temos bons jogadores espalhados pelo estado. Seria ótimo se pudéssemos trocar nossas experiências e técnicas com mais freqüência.

Um beijo no coração e fiquem com DEUS.


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