PACIÊNCIA, BOM SENSO e REGRAS
| COLUNISTAS - CLAUDIO MELLO |
Novamente tivemos que presenciar atitudes deselegantes por parte de companheiros no futebol de botão. É muito chato assistir situações que constrangem, atrapalham e nos passam uma sensação de impotência.
Pior é o que escutei de um amigo no tocante às regras: “Se fosse comigo eu arrebentava e não permitiria tal atitude!” Outra: “Mesmo que eu não conhecesse a regra, não aceitaria o gol!”
Duas colocações idênticas referentes a episódios diferentes, ou seja, falta conhecimento de regras e paciência para resolver as coisas.
Aliás, conhecer as regras é primordial para a participação em qualquer esporte.
Também acho que regra é regra e ela existe para ser cumprida, mas muitas vezes podemos e devemos esquecer o pé da letra das mesmas e relevar ou analisar melhor a situação antes de determinar o veredito nu e cru.
Refiro-me aos artigos 90 do capítulo XIX e 98 item II do capítulo XXI da regra 12 Toques, quem quiser ler, está lá. Acho que esta regra nasceu justamente porque alguém deve ter usado o método como caminho para barrar o adversário, mas também acho que entre dois oponentes de nível intelectual e moral ilibados, deve-se analisar a situação e não a regra por si só.
Também acho que o sujeito que chuta a gol não precisa ficar deitado em cima da mesa esperando a bola voltar. É chutar e sair e casos como este não irão acontecer com tanto freqüência.
Pensar é mais fácil do que escrever e cada caso pode ser visto por vários ângulos, mas afirmo novamente, o futebol de botão é, acima de tudo, um jogo de cavalheiros e cavalheiros devem conhecer a regra do jogo, mas também usar o bom senso, ou seja, não necessariamente andar com a regra debaixo do braço.
Quando joguei contra o Jacson aconteceu um fato deveras interessante e confesso que fiquei admirado com a atitude deste nobre amigo. Ele ganhava o jogo por 4 x 3, tinha a posse de bola e um chute a gol no momento que soou o apito final.
Poderia e certamente faria o quinto gol, mas ao invés de executar o arremate, perguntou se o jogo estava 4 x 3 e com a confirmação simplesmente me estendeu a mão em honorável cumprimento e descartou o chute.
Atitude elevada deste grande homem e exímio botonista. Certamente farei o mesmo em situação semelhante.
Esta pequena atitude pode ser utilizada também quando levamos um gol duvidoso e mesmo estando perdendo por dois gols ou mais de diferença, portanto o duvidoso gol em nada mudaria o resultado, insistimos em criar polêmica.
Vale à pena refletir sobre esses casos para assim evitar antagonismos, mas como disse meu amigo Dalmas, apesar de tudo isso, eu vou continuar jogando futebol de botão, pois a maioria é maravilhosa e os momentos bons são maiores do que as picuinhas.
Eventualmente atitudes indesejáveis ofuscam as nossas grandes conquistas, mas pequenas atitudes corretas se transformam em grandes exemplos.
O que é melhor?
Um beijo no coração e fiquem com DEUS!










