Divulgue o Futebol de Mesa

Outras Notícias
Faça seu "login"
Home Colunistas Claudio Mello GRANDE JOGADA!

Colunistas tarja

GRANDE JOGADA!

COLUNISTAS - CLAUDIO MELLO

Olá amigos adoradores do saudoso futebol de botão!

Desmotivado com os rumos do São Bento Futmesa, resolvi aceitar o convite para novos desafios e fui defender o GEO de Blumenau. Fiquei dois anos usando a camisa grená e branca.

Antes de trocar de uniforme eu realmente era um obcecado pelas vitórias. Confesso que não sabia perder nem em treino e nem jogando comigo mesmo, ficava p da vida, quando um time perdia para o outro.

Treinava todos os dias, muitos chutes e jogos com meu filho Nuno. O resultado era ótimo, mas estava perdendo o tesão por jogos caseiros e fui relaxando meu jogo, técnica, motivação, agressividade e principalmente competitividade.

Uma mudança seria de bom alvitre, pensei. Um agradável convite do amigo Castelli para defender o Butantã da baixada de Blumenau, juntamente com a decepção em relação ao “modus operandi”, de alguns colegas de clube, me levaram a aceitar o pequeno desafio.

A expectativa em relação ao conjunto da obra ficou por conta do novo clube que apostou em meu futmesa. E no começo o namoro foi bem gostoso. Também eu tinha lá meus sonhos, mas a paixão foi definhando e a separação mental já estava delineada.

Como não estava treinando, nem jogando no São Bento, fiquei um ano sem aparecer na sede do clube. Meu futmesa foi nivelando por baixo e as conseqüências foram jogos sacais, falta de vontade, desrespeito ao clube que apostou em mim e, como dizia meu amado pai Mello, estava jogando com a boca.

Peço desculpas aos meus adversários dessa época trágica, pois nem mesmo eu me agüentava, e principalmente ao Castelli.

De tudo isso havia um sentimento de dever não cumprido e martelava em minha mente o desejo de sair do GEO sem dever nada ao Castelli e ao Braulino.

Mal e porcamente consegui ficar entre os dez do máster para poder chegar a disputa do Catarinense. Confesso que não estava interessado em jogar. Participava mais para distrair e tomar umas geladas com os amigos do circo.

Após terminar a reforma da minha casa, onde “construí” o ninho do urubu, comecei a sentir a paixão brotando em meu coração. Pedi ao Lima que fizesse um botão vitrine branco, que o Dalla decorou com muito esmero, e retornei aos jogos na sede do SBFM.

Coloquei na cabeça que o mais importante era buscar a antiga técnica e trabalhar a qualidade dos chutes ao gol. Fixei uma meta de cinco gols por jogo, buscando as laterais e pontas para os arremates.

Os resultados foram aparecendo, mas ainda havia muito para ser feito. A gana pela vitória estava adormecida e a concentração estava horrível.

Faltava coerência no jogo. Disciplina!

Dispensar a loira gelada, praticar meditação e a automotivação, esse era o caminho.

Muito bem! Teria que começar por algum lugar e assim o fiz. Uma hora de meditação diária, bons livros e vigias mentais contra o baixo astral foram elevando o nível e trazendo um bem estar maravilhoso.

Os jogos foram ficando prazerosos, os gols e títulos foram aparecendo, mas faltava um grande teste.

O desafio estava marcado: dia 27.11 em Itajaí – 15º Catarinense.

Somente uma pessoa ouviu de minha boca que eu seria campeão máster e super campeão, mas ele duvidou e colocou vários empecilhos para tal intento. Mal sabia o meu amigo querido que este que vos escreve estava blindado contra o pessimismo e deixei rolar o assunto.

Em artes marciais aprendi que não devemos perder uma luta antes de lutar. Na yoga, que precisamos cultivar o aqui e agora.

E assim ouvi com educação o duvidoso amigo e transformei seu descrédito em alentos e energias para meu objetivo.

Havia grandes oponentes pela frente nos gramados de madeira em Itajaí, mas olhei para todos com carinho e isso aumentou minha determinação. Os reflexos da meditação diária apareceram nos momentos certos e as energias dos bons pensamentos culminaram para que os objetivos fossem alcançados.

Senti muito prazer em jogar com “adversários” tecnicamente superiores e de igual para igual com todos. Contei também com um pouco de sorte. Embora digam que sorte não exista, que o trabalho e a competência é que nos levam ao topo, acredito que ela me auxiliou sim.

Enquanto perdia o primeiro jogo por 2 x 5 e via a viola em caco (confesso), meus maiores concorrentes também caiam frente a adversários embevecidos pela vitória.

Essa derrota inesperada mexeu com meus brios e busquei manter o foco em meu objetivo. Até ouvia vozes no recinto, mas me fechei em cada um dos dez minutos dos tempos das partidas. Só voltei para o mundo normal após o apito final da grande decisão, quando agradeci ao amigo Cleber por ter me dado o prazer de jogar com ele.

Para aqueles que leram estas mal traçadas linhas (como já disse o rei Roberto Carlos), foi delicioso ser campeão novamente e peleando com grandes jogadores, respeitando todos, mas nunca os temendo. Eu disse campeão? Gente! Até novembro de 2011 sou o Super Campeão Catarinense e muito obrigado!

Querem saber o melhor da coisa? Super campeão com o Mengão de 1981! Sempre sonhei em jogar com o Zico. Foi demais! Ele e a turminha jogaram muito.

Marrento? Pode ser, mas estas coisas tem que ser curtidas, pois são efêmeras, duram apenas uma respiração gostosa e profunda.

Valeu! Feliz Natal e um ano novo de PAZ!

Mello





Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner